Todo ano o plano de saúde reajusta — e é o momento em que muita gente se assusta e pensa em trocar. Entender como o reajuste funciona ajuda você a saber quando ele é normal e quando vale questionar ou buscar alternativa.
Existem dois tipos de reajuste
- Reajuste anual: aplicado uma vez por ano, no aniversário do contrato, para reequilibrar os custos assistenciais.
- Reajuste por faixa etária: aplicado quando você muda de faixa de idade (por exemplo, ao completar 59 anos). É previsto no contrato e tem regras da ANS.
Os dois podem cair no mesmo ano — por isso o aumento às vezes parece maior do que o esperado.
Individual e coletivo reajustam diferente
Essa é a parte que mais confunde:
- Planos individuais/familiares: o teto do reajuste anual é definido pela ANS todo ano. Ninguém pode passar disso.
- Planos coletivos (empresarial e por adesão): o reajuste anual é negociado entre a operadora e a pessoa jurídica contratante (empresa, administradora), com base na sinistralidade do grupo. Não segue o teto da ANS dos individuais — por isso costuma variar mais.
Quando o reajuste pode ser questionado
Reajuste por faixa etária fora das regras da ANS, aumento sem comunicação prévia adequada ou índices que não batem com o contrato podem ser contestados. Guarde os comunicados e o contrato.
O que fazer diante de um aumento alto
Antes de cancelar por impulso, vale comparar: às vezes existe um plano de custo-benefício melhor, e dá para aproveitar a carência já cumprida ao trocar (portabilidade). Cancelar sem planejar pode custar caro em novas carências.
Um consultor da Salud analisa o seu reajuste, compara com o mercado e te diz se vale a pena ficar, negociar ou portar. Fale com a gente antes de tomar a decisão.
